Acorda Povo é uma festa religiosa que tem origem na cultura escrava do Nordeste. Os fiéis começavam a ganhar as ruas nas primeiras horas de 23 de junho, e ao toque de tambores, danças e cantorias, marchavam em comemoração a São João.
O cortejo tinha como objetivo acordar o povo para participar da comemoração, e a festa acabava ao amanhecer do dia com muitas brincadeiras.
Em Carapicuíba-SP, o objetivo do grupo Acorda Povo é praticamente o mesmo dos festejos nordestinos.
“Chamamos o povo não para celebrar São João, mas para acordá-lo das injustiças sociais, da violência, do preconceito, do racismo e da desigualdade. Acreditamos em uma democracia”, filosofa Moxé.
As letras, todas compostas pelos integrantes do Acorda Povo, reivindicam melhorias no sistema político e social do País. “Os políticos tiveram a oportunidade de estudar, chegaram ao poder e nada fazem por nós. Precisam assumir seus cargos com responsabilidade”.
O vocalista mudou-se para São Paulo há pouco mais de cinco anos. Teve uma infância difícil em Recife, chegando a morar na rua. Hoje, ensina capoeira, artes e música aos jovens pobres de Carapicuíba.
“A música, a vontade de fazer música e de seguir essa tradição é que nos tirou dos caminhos ruins da vida”, afirma Obará. “Ainda existe muito preconceito, discriminação. Só continuamos porque há pessoas que acreditam em nós e nos dão apoio", explica Badia.
Músicas
As canções do Acorda Povo são carregadas de protestos contra o sistema, a pobreza, a desigualdade e ao preconceito contra as minorias.
Em ‘Catimbó', Moxé procura passar um pouco da vida difícil que teve nas ruas de Recife, e abre a música com uma verdadeira declaração de amor ao que faz:
“Minha religião é o amor,
minha filosofia é o tambor”.
Fonte: CotiaTodoDia
é a típica notícia que gostaria de ver publicada no tal overmundo… mas ainda num vi isso naun, sô.
opa, estes caras deveriam ter recebido convite para a tal virada cultural, né não?
Que tal incluir no post aqueles links para os áudios deles???
Acorda Povo é pura zoeira com Maracatu. Escutei as músicas pela net (no link citado) e as batidas me fizeram imaginar os caras passando pelas ruas e arrastando gentes nas cantorias. Nada a ver com salão, ambiente fechado.
Entrei agora no overmundo, tipuri, e de lá trouxe essa frase pra você: “Maria Pankararu, natural de Taracatu, em Pernambuco…”
A matéria trata de “Língua e Identidade”. Pankararu, Taracatu, Maracatu, tipuri, tem som de Brasil. Já Overmundo, não sei. Gosto da proposta, mas ainda não embarquei.
Se o país mais poderoso do mundo se arma até os pelos
e o país mais populoooooooso se arma até a alma,
não vejo saída senão fazer da música nossa melhor arma:
brasil, o flautista de hamelin-mundo,
na versão tambores, palmas e falas.
produto de exportação.