Taí mais uma bela sacada de linguagem e chacoalhada no sentir-pensar que Mia Couto promove enquanto narra O Outro Pé da Sereia. No contexto da história é um modo de falar do outro, mas pode também fazer-nos refletir sobre nós mesmos. Não muito, para não virar encanação.
Como explica o barbeiro de Vila Longe, onde se desenrola a aventura da Sereia: “Somos todos parecidos, santos para viver, demônios para sobreviver”.