Vem aí o documentário que inaugura um novo modo de fazer campanha política em tempos globalizados: An inconvenient truth – Uma verdade inconveniente.

Dífícil imaginar a diferença do mundo hoje se Al Gore tivesse ocupado o lugar que ficou com Bush. Improvável que ele detivesse furacões, quando muito não os teria piorado. Guardadas as devidas proporções, esta comparação me levou a fazer outra, entre Lula e Alckmin. Partindo do pressuposto de que nenhum deles me convence, a quem prefiro fazer oposição?
Há sim distinções profundas entre os candidatos brasileiros, não só tomados parte a parte, como também contextualizados: o PSDB dominando São Paulo, Minas e boa parte do Congresso, tá de bom tamanho pra fazer oposição. Se Alckmim ganhasse, o governo ficaria insuportável, asfixiaria a já rala atmosfera política. Não sei se as pesquisas que colocam Lula 20 pontos à frente indicam uma intuição popular nesta direção ou outra coisa qualquer, mas estou nessa: dos males o menor, voto em Lula.
Agora, saindo da questão doméstica e voltando ao mundo maior, vale a pena ver o trailer, o site, comentários e principalmente o filme quando entrar em cartaz no mês que vem. Gostemos ou não, estamos na mesma barca e é preciso escolher o lado em que colocamos o peso do corpo (e das idéias) para tentar redirecioná-la.
Mantendo, claro, o espírito crítico de quem vê propaganda política bem produzida. Como lembra o influente ambientalista Bjørn Lomborg, Al Gore nos assusta com suas ondas de 6 metros invadindo os continentes, enquanto cientistas ligados às Nações Unidas dizem que a elevação do nível do mar atingirá 30 a 50 centímetros no próximo século.
Opa!
Então, faz pouco tempo vi um Saturday NL em que o próprio Al Gore fazia essa brincadeira, falando sobre coisas que tinha feito como presidente (algo como: “Agora que o aquecimento global está contido e nós somos amados pelo mundo todo, inclusive a França…)
Sobre o Lomborg: picareta. Um amigo, que é um sujeito muito paciente e detalhista, leu aquele livro dele de ponta a ponta. Ficou impressionado. Até que começou a checar as informações das notas de rodapé. Pura distorção, marotice de acadêmico para levantar falsas evidências.
Abraço!