Sei que um mundo sem armas é apenas um sonho distante, que é impossível acabar com os conflitos já que eles são elementos constitutivos dos humanos. Mesmo assim as notícias sobre aumento dos gastos militares me chateiam à beça. Parece que não paramos nunca de evoluir – em burrices.
Os gastos militares mundiais cresceram 37% nos últimos dez anos, segundo relatório do Instituto Internacional de Pesquisa da Paz de Estocolmo (Sipri, na sigla em inglês), que aponta a crescente disputa por recursos energéticos como um dos principais fatores que podem levar a conflitos armados nos próximos anos, inclusive na América do Sul.
Em 2006 a despesa total em armas dos Exércitos nacionais chegou a US$ 1,2 trilhão, informou o dossiê anual do instituto sueco, elevação de 3,5% em relação ao ano anterior.
A novidade no ranking dos maiores gastadores, que continua liderado com sobras pelos Estados Unidos, foi a China, que pulou da quinta para a quarta colocação e tornou-se o país com maior investimento militar da Ásia, superando o Japão.
Um dos destaques do relatório é a tensão causada pela preocupação dos países em garantir sua segurança energética: “A recente intensificação do debate sobre segurança energética foi motivada pela crescente demanda global por energia, um mercado de petróleo estreito e com altos preços e a perspectiva de um futuro de escassez de gás e petróleo”.
Fonte: FSP, via Jornal da Ciência.