Registro aqui esse termo porque meu radar de neologismos apontou um incrível aumento no número de menções – quase 75.000 no google – nesta última semana, após um infeliz editorial da Folha de São Paulo. Veja o trecho abaixo:
Lembrando que ditabranda nem é invenção da Folha. O termo já foi usado em outras praças para designar a primeira fase do regime militar brasileiro, entre 1964/1968, antes do AI-5.
A Folha usa em outro sentido, com outro propósito. Fora a indignação já expressa por respeitáveis intelectuais, se fizermos um esforço para esquecer a história, as vítimas e as atrocidades do regime militar, ficando apenas na comparação sugerida, chegamos a uma inacreditável inversão de valores.
Para a Folha, quem chega ao poder detonando as instituições logo de cara é menos ruim do que quem chega ao poder via instituições vigentes. Lembra golpismo. Outra leitura sugerida é a seguinte: quem comanda ditaduras são ditadores, quem comanda ditabrandas são amigos. Não?

E, ainda hoje é possível encontrar docente
público federal que jura pela santíssima trindade de que o
Regime era dotado de uma bondade tão extremada pelo nosso
educacional, e tão extremada mesmo, ao ponto de o ter nomeado sem
concurso apenas por ele ter convencido general avalizador de ficha
dos ingressantes de ser o mais competente academicamente possível
para o cargo.