contas abertas, mas..

Acompanhar os gastos dos governos, isto é, saber onde eles colocam o dinheiro arrecadado via impostos, é um saudável exercício de cidadania (desses chatos prá caramba, porém necessários).

question.jpgDaí você olha a planilha do governo federal e bate aquela sensação de irremediável ignorância. Primeiro, pela magnitude dos números: dinheiros-luz, já ouviu falar? Depois porque para entender minimamente é preciso decodificar um sem número de rubricas que faz favor. Resultado: “eu me rendo, acredito nos especialistas”.

Mas..

Como o orçamento da União ainda não foi aprovado pelo Congresso, o governo editou um decreto (nº 5.698, de 8 de fevereiro de 2006) instruindo que os órgãos federais podem pagar, além das despesas constitucionais como as de pessoal e encargos, juros, encargos e amortização da dívida, os gastos com a Eleição de 2006 e as despesas correntes “de caráter inadiável e relevante”.

Ou seja: paga-se o que for necessário para garantir a ‘blindagem’ do presidente e de seu ministro predileto, inclusive os gordos juros da dívida. Esta é a transparência mais opaca que já vi.

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