ler as cidades

Ainda no material sobre semiótica e semiologia citado abaixo, esta entrevista com Lucrécia D’Aléssio Ferrara, professora da PUC, é um convite a desenvolver novos tipos de leituras, fora dos livros, dos jornais e da internet: “A cidade é uma unidade de percepção, onde tudo é signo, linguagem. Ruas, avenidas, praças, monumentos, edificações configuram-se como uma realidade sígnica que informa sobre seu próprio objeto: isto é, o contexto“. Diz a professora:

A megalópole do século XXI com mais de 10 milhões de habitantes não escreve o fim da história urbana, mas requer a escritura de outros capítulos cujos autores estão dispersos na realidade singular e contraditória dos lugares do mundo, mas despertos para a urgente construção de um meta-território que deve caracterizar-se pelo exercício de apropriação social e cultural das raízes que sedimentam a identidade coletiva.

É possível que, habituados a uma ação comandada e pré-definida, entendamos que esse contágio está à beira da utopia, porém essa ação surge como possibilidade de mobilizar uma consciência universal que constitui, talvez, a possível mudança do mundo contemporâneo. As manifestações populares que, à maneira de fóruns sociais, são apresentadas diariamente nos jornais impressos, falados e digitais são claros indícios de reações coletivas que acenam nessa direção e nos vários cantos do planeta.

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