economia budista

“Há universal concordância quanto ao trabalho humano ser uma fonte fundamental de riqueza. Ora, o economista moderno foi levado a reputar o trabalho ou ‘mão-de-obra’ como pouco mais que um mal necessário.”

“Sob o ponto de vista do empregador, é, de qualquer forma, uma parcela dos custos, a ser reduzida ao mínimo se não puder ser de todo eliminada, digamos, pela automação. Sob o ponto de vista do trabalhador, é uma ‘desutilidade’: trabalhar é sacrificar seu próprio lazer e conforto, e os salários são uma espécie de compensação pelo sacrifício. Daí ser o ideal, do ponto de vista do empregador, obter produção sem empregados, e do ponto de vista do empregado, rendimento sem emprego.”

Economia Budista, título do capítulo IV do livro ‘Small is Beautiful’, de E.F.Schumacher. Um exercício de imaginação assim explicado pelo autor:

“A economia é uma ciência derivada que aceita instruções do que eu denomino metaeconomia. Na medida em que as instruções são mudadas, assim também muda o conteúdo da economia. No texto a seguir exploraremos as leis econômicas e definições dos conceitos ‘econômico’ e ‘antieconômico’ que resultam quando é abandonada a base metaeconômica do materialismo e posto em seu lugar o ensinamento do budismo. A escolha do budismo para essa finalidade é puramente incidental; os ensinamentos do cristianismo, islamismo ou judaísmo poderiam ter sido utilizados da mesma maneira, assim como os de qualquer outra das grandes tradições do Oriente.”

Mais trechos desse capítulo você encontra aqui.

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