o discurso-verniz do ecad

Como o assunto envolve todos os criadores e consumidores de música, não sei se existe algum ser pensante no Brasil, nosso país musical, por fora da "polêmica dos direitos autorais".

Nessa entrevista da superintendente do ECAD (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição), Glória Braga, existem dados bem interessantes em contraste com argumentos que não correspondem à percepção de boa parte da comunidade musical.

malaSergio Freitas: "O público não tem conhecimento das situações que envolvem os músicos profissionais e o quanto eles ficam vulneráveis a esta verdadeira máfia do sub mundo da produção musical no Brasil. As gravadoras, os produtores, empresários e a mídia em geral vivem como sanguessuga do trabalho dos que verdadeiramente criam a música brasileira."

Ôpa, ele não falou em ECAD? Então vejamos o que diz Roberto Maia, nessa entevista ao Link, mês passado:

"Os critérios do Ecad merecem uma revisão há tempos. Para quem trabalha em rádio, como eu trabalhei a vida inteira, a maneira como o Ecad afere as músicas tocadas, através de listas fornecidas pelas próprias emissoras ou por amostragem, é absurda e não reflete nenhuma realidade."

Não há como discordar de Glória Braga quando ela diz o seguinte: "O que há de se perseguir é a convivência lícita e possível entre os criadores e todos aqueles que pretendam de uma forma ou de outra ter acesso a essas criações". Mas falta afinar melhor os instrumentos de conversação.

musica.jpg

2 pensamentos sobre “o discurso-verniz do ecad

  1. Balanço patrimônial do Ecad

    Parecer dos auditores

    Os efeitos sobre as demonstrações contábeis em 31 de dezembro de 2006 não foram quantificados.
    Conforme mencionado na nota explicativa n° 2, letra “C”, a entidade somente reconhece a receita de arrecadação por ocasião do efetivo recebimento.
    Esse procedimento está em desacordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, que determinam o recolhimento das receitas no resultado pelo regime de competência.
    Os efeitos sobre demonstrações contábeis de 31 de dezembro de 2006 não foram quantificados, (Confira no cite do Ecad).
    Isso significa que eles não contabilizam os devedores porque do contrario eles teriam que prestar contas aos titulares que são os legítimos donos do patrimônio, por isso que a (inadimplência é um grande negócio).

    É bom lembrar que a execução de musica ao vivo em bares casas de chows e teatros, não tem nada a ver com as musicas tocadas em supermercados lojas etc.
    Hà anos os compositores vem reivindicando o ressarcimento autoral nos estabelecimentos de musica ao vivo, acontece que o Ecad não quer remunerar individualmente os compositores através das planilhas de repertório, com boleto bancário eles arrecadam o montante e não tem que prestar contas a ninguém, é uma verdadeira maquina de fazer dinheiro.
    já imaginaram todos os estabelecimentos de musica ao vivo do pais pagando com boleto bancário os nossos direitos devidos?

  2. até quando vamos ficar sem nenhuma atitudo contra essa máfia do ecad? há mais de 10 anos sou músico e convivo e conheço músicos profissionais e amadores e não conheço NEMHUM MÚSICO que já tenha recebido algo do ecad. E o pior, pelo jeito e pela falta de controle total do governo, a impressão que temos é que ele está totalmente conivente com o absurdo que é a existência dessa instituição que não traz NENHUM benefício a classe de músicos. Deixo aqui a minha indignação a este absurdo.
    Eryx Guimarães

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s