aprender a ser

I don't paint nature, I am nature.
~ Jackson Pollock

Esta frase no blog do MarioAV disparou memórias que me jogaram trinta anos atrás. Na casa de uma tia, eu esperava o cafezinho, enquanto meu tio fascista bradava 'como todos deviam ser' e fechava vitorioso seu discurso com a clássica questão: "o homem faz o meio ou o meio faz o homem?"

pollockNa época, essa pergunta provocava grande embaraço, pois a educação nos afastava das ambigüidades, território dos fracos, indecisos, maliciosos, enfim, dos tudo de ruim.

Afastava-nos também dos paradoxos. As respostas deviam ser não-contraditórias e inequívocas: ou você produzia o meio, ou era um [mero] produto dele.

Só depois que a física quântica deixou de assombrar e os milagres da eletrônica puderam ser explicados numa boa, o caráter ambivalente dos fenômenos retomou seu espaço na produção do conhecimento. Hoje, Yin-Yang só é mistério para cérebros que funcionam no sistema ticoeteco.

Voltando aos flashs da memória inicial, também lembrei de um monte de outras coisas, especialmente desse instigante projeto pedagógico transdisciplinar: Aprender a ser.

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