cybugs: os insetos cyborgs

whale_wspaA Sociedade Mundial de Proteção Animal (WPSA) inaugurou este mês, em Londres, uma exposição itinerante de fotos com o pior e o melhor no tratamento dispensado aos animais em várias partes do mundo. A mostra deve passar por Dinamarca, África, Brasil e Canadá, ainda este ano.

Enquanto isso, as pesquisas com animais correm soltas, também produzindo seus melhores e piores momentos.

Bom exemplo vem do American Institute of Biological Sciences que publicou um recente estudo sobre a contribuição dos insetos para a economia dos Estados Unidos. No mínimo, ameniza o preconceito de que esses bichinhos só causam prejuízo e desconforto.
Além de produtos conhecidos, como mel e seda, o estudo avaliou a participação dos insetos no controle de pragas, na melhoria de estercos e adubos, nos processos de polinização e, por fim, sua contribuição, nem sempre espontânea, para a cadeia alimentar.

Feitos os cálculos, os pesquisadores chegaram ao montante de U$ 57 bilhões, valor considerado conservador pois ainda existiriam outras contribuições mais dificeis de mensurar.

Armas de guerra

cyborg_bugsPor outro lado, a DARPA (Defense Advanced Research Projects Agency), dos EUA, outrora responsável pelo embrião da internet, revela grande interesse em pesquisas que visam transformar insetos (e outros animais) em sensores teleguiados camuflados.

Experiências de implantes neurais são realizadas há anos em ratos, cachorros, macacos, tubarões e sabe-se lá em que mais.

Nos insetos, as interfaces bioeletromecânicas, ou Hybrid Insect Micro Electro Mechanical Systems (HI-MEMS), seriam implantadas no estágio em que a larva se transforma em casulo, como no esquema ao lado.

Em teoria, os insetos poderiam incorporar o chip em seus sistemas nervosos durante esta fase da metamorfose, tornando-se remotamente controláveis ao final do processo.

Os especialistas dividem-se entre excitados, espantados, céticos e irônicos. O biólogo e professor da Universidade de Minnesota, PZ Myers explica em seu blog que dada a complexidade do sistema nervoso dos insetos, essa experiência equivale a colocar um boeing 747 nas mãos de uma criança.

Em pesquisas anteriores com vespas e abelhas, DARPA até registrou um certo sucesso inicial, mas os efeitos se anulam com o tempo. Consta que abelhas até podem ser treinadas para reconhecer pessoas, mas daí a saudá-las e obedecer ordens é outra história.

Na matéria da BBC da qual tirei o esquema acima, o entomologista Dr George McGavin, da Universidade de Oxford, afirma que é muito improvável conectar o aparato tecnológico aos terminais nervosos certos dos insetos, principalmente no que se refere ao controle de vôo.

mib2.jpgDe modo geral, quase todos concordam que há boas chances de que os insetos possam cooperar na detecção de explosivos pelo olfato, mas controlar vôo e outras atitudes seriam coisas mais da ordem da ficção.

Se é assim, além de considerar a iniciativa lamentável, penso que talvez o que o pessoal da DARPA consiga mesmo nessas tentativas é recuperar o prestígio e o emprego desses dois caras aqui ao lado, mister Jones e mister Smith, the men in black.

2 pensamentos sobre “cybugs: os insetos cyborgs

  1. insetos interceptáveis, grampos orgânicos me remetem a outro filme: MATRIX…preciso ver MIB para entender a relação.
    chocante a imagem do extermínio de baleias. tanto quanto a idéia de desconfiar de um ser tão belo e simbólico como a borboleta…aiaiai

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