a ficção, em tese

Como pesquisador, leio várias teses nas minhas áreas de interesse, mas em geral, o acréscimo ao conhecimento por elas trazido é muito muito baixo, próximo ao desanimador. É raro pintar uma diferente, com boas questões e proposições:

“Esta tese pretende sustentar que as ficções não são um discurso rival ao da realidade, da verdade e do conhecimento científico e que, portanto, não podem ser entrincheiradas em acepções que as asssociam à ilusividade, à fraude, à mentira ou à falácia.

Considerando que não há nenhum fundamento primeiro a engendrar o conhecimento, a não ser a sua instância ficcional facultada pela ação possibilitadora do estético – uma categoria que será discutida a partir do recorte estabelecido pelo filósofo Wolfgang Welsch -, verdade, conhecimento e realidade serão problematizados no marco das leis da ficção, em virtude da modelagem que realizam no material do mundo, forjando, alterando e intermediando nossas relações individuais e coletivas, além de organizarem os repertórios culturais das sociedades e sistematizá-los em modelos a serem compartilhados.

O conhecimento e a verdade, por sua textura ficcional, passam à condição de categorias estéticas, o que nos remete à compreensão da ciência como um campo de estetização que opera com noções e conceitos conhecidos e disponibilizados pela arte.”

[ ? ] Ainda não descobri quem é o autor/autora. Desconfio, por similaridade, que é Martha Alkimin, professora adjunta do Departamento de Ciência da Literatura da UFRJ.

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