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Brunazo

“Votar na urna eletrônica brasileira é mais ou menos como jogar palitinho por telefone”, afirma Paulo Mora de Freitas, Chefe de Informática do Laboratório Leprince-Ringuest da Ecole Polytechnique, França.

É fácil entender o zelo do Tribunal Superior Eleitoral em fazer o povo acreditar na lisura dos votos, da apuração, e nos resultados da eleição como a expressão da vontade popular.

Mas daí a sustentar que o sistema eletrônico de votação é imune a fraudes vai uma longa distância.

O livro Fraudes e defesas no voto eletrônico, de Amílcar Brunazo Filho e Maria Aparecida Cortiz (All Print, São Paulo, 2006) elenca 12 maneiras pelas quais pode ser fraudada a eleição eletrônica (do cadastro eleitoral à totalização).

Melhor seria o TSE reconhecer as fragilidades do sistema (se a própria democracia é frágil e sabotada, porque as eleições não seriam?) e instruir partidos e eleitores sobre como auxiliar no combate às fraudes.

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urna_elet00.png
A Diebold, empresa dos Estados Unidos que fabrica as atuais urnas eletrônicas utilizadas no Brasil, produz modelos bem mais sofisticados do que o nosso. Nem esses passam nos testes de segurança realizados pelo Center for Information Technology Policy da Princeton University. Veja no video a simulação de uma possível forma de fraudar o sistema.

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