mestres em despolítica

“A política tem mais parte com o absurdo do que com a ciência. Parte dos que acreditam que ela é uma ciência pensam que tudo está a correr bem. Não é um absurdo?”

Renato Lessa, professor de teoria política do Iuperj (Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro), autor do livro “Presidencialismo de Animação“, aborda o problema da despolitização brasileira, na Folha de São Paulo:

O partido [PT] sempre foi a reunião de grupos bastante distintos, e cada um percebia no Lula o que queria ver. Algo assemelhado ao que Freud denominava “onipotência do pensamento” – dificuldade de dissociar processos mentais internos com o que de fato se passa no mundo.

O sindicalista puro e apolítico aparecia como uma sublime oportunidade de tábula rasa política para que nele os verdadeiros revolucionários inscrevessem o roteiro da salvação (laica e religiosa, àquela altura).

Mas é preciso dizer que essa despolitização não é exclusiva do Lula. O que foi a candidatura Alckmin? O que é o “choque de gestão”? O supergerente? Também uma proposta despolitizada e despolitizadora.

Supondo que seja útil ao país, o que seria, nessas alturas, politizar?

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