origem da desigualdade

Entre as narrativas de origem que venho colecionando não poderia faltar o clássico Discurso sobre a Origem e os Fundamentos da Desigualdade entre os Homens, escrito nos idos de 1750 pelo grande inspirador do romantismo e do humanismo Jean-Jacques Rousseau.  

rousseauNo Segundo Discurso, como é chamado (o primeiro trata de Ciências e Artes), Rousseau toma a inscrição do Oráculo de Delfos – conhece-te a ti mesmo – como ponto de partida e de chegada. Assim ele argumenta: “…como conhecer a fonte da desigualdade entre os homens, se não se começar por conhecer os próprios homens?”

Ele então cria a figura do homem natural, primitivo, que é sempre bom, para compará-lo ao de sua época (que pouco mudou em essência até nossos dias), corrompido pelos costumes e pela civilização.

No início da leitura, cheguei a pensar que no tempo em que Rousseau redigiu o Discurso não havia a palavra diversidade, mas ele mesmo a utiliza algumas vezes para referenciar coisas ou qualidades, nunca os humanos.

“Ora, se se comparar a diversidade prodigiosa do estado civil com a simplicidade e a uniformidade da vida animal e selvagem, em que todos se nutrem dos mesmos alimentos, vivem da mesma maneira e fazem exatamente as mesmas coisas, compreender-se-á quanto a diferença de homem para homem deve ser menor no estado de natureza do que no de sociedade; e quanto a desigualdade natural deve aumentar na espécie humana pela desigualdade de instituição.”

3 pensamentos sobre “origem da desigualdade

  1. manonê, estou mais que convencido de que tens que ler Ismael. Aliás, Elisa me deu de presente a continuação e a terminei ontem.

    Também estava pra te dizer que soube de uma nova (e parece que comprovada) versão sobre os desenhos das cavernas. O que ocorriam eram… Encontros entre tribos diferentes!! Não é genial? Como eram nômades, encontravam-se a cada solstício ou algo assim e na celebração, desenhavam. Uma rave pré-histórica, digamos… genial!

    abs e esperando-o com uisqui ( e agora com pedrinhas de gelo redondas! puro glamour)

  2. Salvo engano em minha leitura e pesquisa, no texto de Rousseau não existe a palavra *intuição*. Senti falta.

    Sobre as raves, achei bárbara a sugestão. Como se diz, contrariando Rousseau: “quanto mais avançamos no futuro, mais nos aproximamos do passado”.

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