falar o quê?

(foto de Lídia Aparício, catada no Errância).

Dúvida antiga: o *lado de fora* dos muros pertence aos donos das residências ou à comunidade?

Para quem ainda não conhece: http://www.graffiti.org/ .

fishstylez_hanoi_viet_nam

Anúncios

teia de dados

A BusinessWeek publicou, pouco tempo atrás, uma curta entrevista com Tim Berners-Lee, diretor do W3C (World Wide Web Consortium), que responde pela padronização técnica da internet. Com a entrevista uma série de slides exemplos de aplicações de web semântica na ciência e nos negócios (visão mais panoramica que profunda), e um guia prático para quem quer investir ou se aventurar na área. Perguntado se o nome web semântica não fora um equívoco que complicou ainda mais algo que já não era simples, Berners-Lee respondeu:

“I don’t think it’s a very good name but we’re stuck with it now. The word semantics is used by different groups to mean different things. But now people understand that the Semantic Web is the Data Web. I think we could have called it the Data Web“.

não me achei

Eu sabia que a coisa ia longe na Classificação de Lineu para os seres vivos (taxonomia), mas Catarrinos, faça o favor, é demais. Será que ainda podemos sugerir alterações? Veja, na tabela abaixo, aonde nos situaram:

REINO: Animal
FILUM: Cordados
– – CLASE: Mamíferos
– – – ORDEN: Primates
– – – – SUBORDEN: Anthropoidea
– – – – – INFRAORDER: Catarrinos
– – – – – – SUPERFAMILIA: Hominoidea
– – – – – – – FAMILIA: Hominidae
– – – – – – – – GÉNERO: Homo
– – – – – – – – – ESPECIE: sapiens
– – – – – – – – – – SUBESPECIE: sapiens

Essa classificação lembra o que diz Edgar Morin, no prólogo do livro Amor, Poesia, Sabedoria:

“A idéia que se possa definir homo, dando-lhe a qualidade de sapiens, isto é, de um ser razoável e sábio, é uma idéia pouco razoável e pouco sábia. Homo é também demens : manifesta uma afectividade extrema, convulsiva, com paixões, cóleras, gritos, mudanças brutais de humor; traz em si uma fonte permanente de delírio; crê na virtude de sacrifícios sangrentos; dá corpo, existência, poder a mitos e deuses da sua imaginação. Há no ser humano um salão permanente de Ubris, a desmesura dos Gregos.

A loucura humana é fonte de ódio, crueldade, barbárie, cegueira. Mas sem as desordens da afectividade e as irrupções do imaginário, sem a loucura do impossível, não existiria entusiasmo, criação, invenção, amor, poesia.Do mesmo modo, o ser humano é um animal não só insuficiente em razão mas também dotado de sem-razão.

Todavia, temos necessidade de controlar homo demens para exercer um pensamento racional, argumentado, crítico, complexo. Temos necessidade de inibir, em nós, o que demens tem de mortífero, mesquinho, imbecil. Temos necessidade de sabedoria, que nos pede prudência, temperança, cortesia, desprendimento.”

longe do equilíbrio

incubus sucubus

Íncubos e Súcubos
(demônios masculinos e femininos que vêm copular com mulheres e homens durante o sono)

* Longe do equilíbrio se produzem fenômenos coerentes, o não equilíbrio é a via mais extraordinária que a natureza encontrou para tornar fenômenos complexos possíveis. A vida humana, reações químicas, relações sociológicas, econômicas,… só são possíveis porque estão longe do equilíbrio. As inúmeras interações, as bifurcações da evolução, a não linearidade dão a complexidade necessária à existência destes sistemas instáveis. “Campos de possibilidades”, diria Umberto Eco. *

[ ler mais ]

a difícil pacificação

common dreamsSei que um mundo sem armas é apenas um sonho distante, que é impossível acabar com os conflitos já que eles são elementos constitutivos dos humanos. Mesmo assim as notícias sobre aumento dos gastos militares me chateiam à beça. Parece que não paramos nunca de evoluir – em burrices.

Os gastos militares mundiais cresceram 37% nos últimos dez anos, segundo relatório do Instituto Internacional de Pesquisa da Paz de Estocolmo (Sipri, na sigla em inglês), que aponta a crescente disputa por recursos energéticos como um dos principais fatores que podem levar a conflitos armados nos próximos anos, inclusive na América do Sul.

Em 2006 a despesa total em armas dos Exércitos nacionais chegou a US$ 1,2 trilhão, informou o dossiê anual do instituto sueco, elevação de 3,5% em relação ao ano anterior.

A novidade no ranking dos maiores gastadores, que continua liderado com sobras pelos Estados Unidos, foi a China, que pulou da quinta para a quarta colocação e tornou-se o país com maior investimento militar da Ásia, superando o Japão.

Um dos destaques do relatório é a tensão causada pela preocupação dos países em garantir sua segurança energética: “A recente intensificação do debate sobre segurança energética foi motivada pela crescente demanda global por energia, um mercado de petróleo estreito e com altos preços e a perspectiva de um futuro de escassez de gás e petróleo”.

Fonte: FSP, via Jornal da Ciência.