punaluas

A palavra curiosa de hoje achei no livro Origem da Familia, da Propriedade Privada e do Estado, de F. Engels:

“Segundo o costume havaiano, um certo número de irmãs-germanas, ou mais afastadas (isto é, primas do primeiro, segundo e outros graus) eram mulheres comuns de seus maridos comuns, com exclusão todavia de seus irmãos; estes homens, por sua vez, já não se chamavam irmãos entre si, e sim punalua, isto é, amigo íntimo, e, por assim dizer, associado. Assim, também uma série de irmãos uterinos mais ou menos afastados tinham em casamento comum um certo número de mulheres, excluídas suas irmãs, e essas mulheres chamavam-se entre si punalua.”

exoplanetas telúricos

corotQue título, hem. Quase um trava-língua. Mas é assim que se chamam os planetas fora de nosso sistema solar em condições de abrigar vida semelhante a da Terra. E é atrás de planetas desse tipo que partirá do cosmódromo de Baïkonour, Cazasquistão, daqui uns dias, a primeira caravela estelar, batizada de CoRoT.

CoRoT é um satélite apelidado de caravela por carregar, mais do que sofisticados instrumentos, a expectativa de descobertas celestiais extraordinárias, comparáveis, na devida proporção, às da época das grandes navegações oceânicas, 500 anos atrás.

O satélite permitirá estudar a sismologia estelar (estrutura e evolução das estrelas) medindo variações na intensidade das luzes e vibrações emitidas pelas estrelas com precisão jamais alcançada. Aliada a longos períodos de medidas em cada região do céu, levará à detecção, pela primeira vez na história da humanidade, de planetas muito distantes. Estima-se que “CoRoT” descobrirá cerca de mil planetas gigantes do tipo de Júpiter e uma centena semelhantes à Terra.

Participação brasileira na missão “CoRoT”

O Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP coordena a participação brasileira na missão espacial “CoRoT”. Vários de seus docentes estão envolvidos em projetos observacionais com o satélite. É a primeira vez que os astrônomos brasileiros participam da construção de um satélite científico tendo os mesmos direitos que seus parceiros europeus na exploração dos dados colhidos.

corot

escambos e moedas

moedaInteressante o modo de contar a origem e evolução do dinheiro no site do Banco Central. Nem sabia da existência de moedas antigas com formatos de peles de animais ou miniaturas de instrumentos. Mas o que valeu mesmo foi a conclusão, deixada em aberto:

“O dinheiro, seja em que forma se apresente, não vale por si, mas pelas mercadorias e serviços que pode comprar. É uma espécie de título que dá a seu portador a faculdade de se considerar credor da sociedade e de usufruir, através do poder de compra, de todas as conquistas do homem moderno.

A moeda não foi, pois, genialmente inventada, mas surgiu de uma necessidade e sua evolução reflete, a cada momento, a vontade do homem de adequar seu instrumento monetário à realidade de sua economia.”

gostei do título

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A história é sobre Verônica, uma garota que tem TOC – Transtorno Obsessivo Compulsivo. Ela tem mania de tudo, de limpeza, de organização e de colecionar curiosidades. Uma mistura de Amelie Poulain, Lola (Corra Lola, corra) e de garotas “más” que sempre povoaram as festas da cidade baixa e da minha imaginação. Verônica que vive só, em cima de um bar (Beco203), cansada dessa vida decide por fim em tudo tomando belos comprimidos verdes. Esperando que o efeito venha, ela descobre em um jornal de bairro que mais tarde vai passar um programa na televisão sobre curiosidades. Neste momento acontece a virada do filme, onde a personagem precisa correr se quiser voltar atrás. – Everson Klein (roteirista).

Ainda não vi o filme, o roteiro parece ir do trágico-mórbido ao eutrapélico, mas ainda preciso confirmar se são estas palavras que quero dizer. Bóra assistir.

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E vem aí 420 filmes em 14 dias da 30ª Mostra de Cinema de São Paulo.

30 mostra de cinema de sampa

Escolher os filmes  é um caso típico de transdisciplinar a dispersão. 😉

embebedai-vos

(XXXIII) – Charles Baudelaire

baudelaireÉ preciso estar-se, sempre, bêbado. Tudo está lá, eis a única questão. Para não sentir o fardo do tempo que parte vossos ombros e verga-vos para a terra, é preciso embebedar-vos sem tréguas.

Mas de quê? De vinho, de poesia ou de virtude, a escolha é vossa. Mas embebedai-vos.

E se, às vezes, sobre os degraus de um palácio, sobre a grama verde de uma vala, na solidão morna de vosso quarto, vós vos acordardes, a embriaguez já diminuída ou desaparecida, perguntai ao vento, à onda, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo o que passa, a tudo o que geme, a tudo o que rola, a tudo o que canta, a tudo o que fala, perguntai que horas são; e o vento, a onda, a estrela, o pássaro, o relógio, vos responderão: “É hora de embebedar-vos! Para não serdes escravos martirizados do Tempo, embebedai-vos, embebedai-vos sem parar! De vinho, de poesia ou de virtude: a escolha é vossa.”

Pequenos poemas em prosa, Record, 2006, tradução de Gilson Maurity. Achado no Calíope.